Centro de Inclusão Digital Também é Amor!!!!!

Esse blog foi criado voltado para aquelas pessoas que gostam de Poesias, Seja ela de Amor, amizade, ou simplesmente poesia!!!!!

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Terra Blog

23.02.07

Pessoas

As pessoas tem formas estranhas de gostarem umas das outras.
Pessoas as vezes negam,fingem,ignoram fatos reais; adimitem até mentir pra si mesmas,como desculpa de não acreditar que estão apaixonadas.
E quando se depara com a sua consciência lhe julgando, ao ponto de enloquecer por amor.
Pois as pessoas sentem desejos,pessoas sentem medo,pessoas sentem falta de pessoas e eu de voçe.

Autor:Radar Kadaffy
  • criado por  cidpoesias criado por cidpoesias
  • Postado em 09:59:34

09.02.07

Soneto do amor total

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


Vinicius de Moraes

  • criado por  cidpoesias criado por cidpoesias
  • Postado em 11:22:22

05.02.07

O Poeta



Quantos somos, não sei... Somos um, talvez dois, três, talvez, quatro; cinco, talvez nada
Talvez a multiplicação de cinco em cinco mil e cujos restos encheriam doze terras
Quantos, não sei... Só sei que somos muitos – o desespero da dízima infinita
E que somos belos deuses mas somos trágicos.

Viemos de longe... Quem sabe no sono de Deus tenhamos aparecido como espectros
Da boca ardente dos vulcões ou da orbita cega dos lagos desaparecidos
Quem sabe tenhamos germinado misteriosamente do sono cauterizado das batalhas
Ou do ventre das baleias quem sabe tenhamos surgido?

Viemos de longe – trazemos em nós o orgulho do anjo rebelado
Do que criou e fez nascer o fogo da ilimitada e altíssima misericórdia
Trazemos em nós o orgulho de sermos úlceras no eterno corpo de Jó
E não púrpura e ouro no corpo efêmero de Faraó.

Nascemos da fonte e viemos puros porque herdeiros do sangue
E também disformes porque – ai dos escravos! não há beleza nas origens
Voávamos – Deus dera a asa do bem e a asa do mal às nossas formas impalpáveis
Recolhendo a alma das coisas para o castigo e para a perfeição na vida eterna.

Nascemos da fonte e dentro das eras vagamos como sementes invisíveis o coração dos mundos e dos homens
Deixando atrás de nós o espaço como a memória latente da nossa vida anterior
Porque o espaço é o tempo morto – e o espaço é a memória do poeta
Como o tempo vivo é a memória do homem sobre a terra.

Foi muito antes dos pássaros – apenas rolavam na esfera os cantos de Deus
E apenas a sua sombra imensa cruzava o ar como um farol alucinado...
Existíamos já... No caos de Deus girávamos como o pó prisioneiro da vertigem
Mas de onde viéramos nós e por que privilégio recebido?

E enquanto o eterno tirava da música vazia a harmonia criadora
E da harmonia criadora a ordem dos seres e da ordem dos seres o amor
E do amor a morte e da morte o tempo e do tempo o sofrimento
E do sofrimento a contemplação e da contemplação a serenidade ínperecível

Nós percorríamos como estranhas larvas a forma patética dos astros
Assistimos ao mistério da revelação dosTrópicos e dos Signos
Como, não sei... Éramos a primeira manifestação da divindade
Éramos o primeiro ovo se fecundando à cálida centelha.

Vivemos o inconsciente das idades nos braços palpitantes dos ciclones
E as germinações da carne no dorso descarnado dos luares
Assistimos ao mistério da revelação dos Trópicos e dos Signos
E a espantosa encantação dos eclipses e das esfinges.

Descemos longamente o espelho contemplativo das águas dos rios do Éden
E vimos, entre os animais, o homem possuir doidamente a fêmea sobre a relva
Seguimos… E quando o decurião feriu o peito de Deus crucificado
Como borboletas de sangue brotamos da carne aberta e para o amor celestial voamos.

Quantos somos, não sei... somos um, talvez dois, três, talvez quatro; cinco, talvez, nada
Talvez a multiplicação de cinco mil e cujos restos encheriam doze terras
Quantos, não sei… Somos a constelação perdida que caminha largando estrelas
Somos a estrela perdida que caminha desfeita em luz.
  • criado por  cidpoesias criado por cidpoesias
  • Postado em 10:15:24

31.01.07

O sorriso da minha amada sem face


derivarei-me do amor que o nunca fez-me esquecer,
passadas as manhãs que vestiam-se com plumas majestosas,
as lembranças são disturbios lacrimejantes do alvorecer,
em um tumulo frio te visitei,cortejando esta morada dolorosa.

era o teu,era o meu
o nosso calabouço,faziamos levitar,éramos a prova da existência,
que contigo morreu.
tu,o âmago das estrelas,estrelas que agora estão a vagar.

recordo-me daqueles sonhos,
interrompidos pelo descanso eterno,
agora eu "descanso" na lamuria amarga e fria,que enfadonho.
que falta faz-me,o dividir do nosso inverno.

embebedavamos um do outro
na lépida lasciva de teus olhoa em chamas
ao encontro de uma alma,a tua alma eu encontro
minha vida achou-se em teus seios,ao ver-te insana.

quanto tempo o temo fez-se passar
e não levou-te de meu coração
teu perfume ainda cobre-me de horror
por não ter perfumado este antro de podridão.

quanto tempo o tempo fez-se passar
e levou consigo teu semblante,no assombrado relembrar
a maldição eu carrego,é tua sombra,um desrto.

ao suicidio,um desabafo.
ao paraiso,um adeus e um abraço.

o tempo,quanto tempo
não levo flores para onde parto
mas se ao menos eu pudesse...
tenho certeza,eu queimaria na luz
de minha amada sem face.
  • criado por  cidpoesias criado por cidpoesias
  • Postado em 09:54:45

29.01.07

Vem Comigo

Vem comigo

Vem comigo minha criança,
dança com teu quadril e mostra os dentes,
vem.
Vem comigo que te mostrarei o mundo todo
antes que ele vire pó em nossas mãos
e não passe de uma lembrança em nossas mentes.
Vem comigo que te mostrarei tudo ,
tudo que vi,vivi e aprendi.
Te mostrarei das mais altas nuvens
até os mais profundos abismos,
te mostraria tudo em uma semana
porque a vida é  intensa.
Ai então você faria suas escolhas .
Vem logo porque aqui não é meu lugar
e não sei até quando estarei entre os mortais.
Vem logo,antes que o tempo acabe
e jamais nos conheçamos de verdade.
Vem pra eu dançar contigo,
te beijar,te morder e te matar
e te por deitada sob a grama ao luar
e te fazer uma tiara de florzinhas no cabelo.
Porque não há ninguém que mereça
o que você tem,mas quando você der a alguém
escolha com critério pois os bruto e tolos
cheiram as flores e as pisam
enquanto os príncipes as tornam imortais
em suas solenes poesias
Vem comigo que te mostrarei onde dorme um príncipe.
Ponha nos seus lábios uma gota de sua vida
e quando ele acordar te dará uma cidade.
Agora durma menina
e enquanto pensa na minha proposta
deixe que eu feche teus olhos
com a minha
boca.
 



Cláudio Alves Gonçalves
  • criado por  cidpoesias criado por cidpoesias
  • Postado em 13:00:50